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Selos Personalizados

SELOS PRESONALIZADOS NAS COLEÇÕES TEMÁTICAS

 

Hélion de Mello e Oliveira


Li no Boletim Informativo da FIJUN, no. 82, de autoria de Tarcisio Pavanelli, um artigo com o título acima. Gostaria de tecer alguns comentários sobre essas peças.

O chamado selo personalizado foi criado devido à pressão a que a ECT era submetida para atender pedidos de emissões de selos por vários tipos de entidades. Como é sabido, estas emissões de selos comemorativos são estabelecidas no ano anterior à emissão. Existe uma comissão, que, após a análise das sugestões apresentadas, define os selos a serem emitidos no ano seguinte. Esta regulamentação limita os pedidos a serem atendidos.

A emissão de carimbos comemorativos seria uma alternativa. No entanto, além dos custos (4.000 vezes o valor do primeiro porte vigente) e por não ser um selo, em geral não satisfazia o pretendente a este tipo de pedido.

A criação do selo personalizado parece ter resolvido o impasse. Este tipo de peça filatélica é composto de duas partes: a da esquerda é um selo normal já emitido com todas as características estabelecidas pelos correios; a da direita, uma etiqueta em branco onde será impressa a homenagem pretendida. Esta impressão poderá conter uma imagem e/ou um texto com as especificações do solicitante. Esta parte, por não conter valor de porte, não é um selo postal. Trata-se na realidade de uma etiqueta sem finalidade postal. (Não confundir com etiquetas com finalidades postais, que são colecionáveis).

Nas coleções temáticas o uso das várias peças utilizáveis estão sujeitas ao regulamento vigente. Uma etiqueta sem finalidade postal não deve fazer parte deste tipo de coleção.

Um selo personalizado poderá constar destas coleções quando estiver aposto a uma carta circulada, acompanhada de um carimbo comemorativo relativo ao tema da coleção. Neste caso, será considerado o carimbo e não a etiqueta.

Em outras palavras, não basta ser um envelope circulado para fazer parte do tema da coleção. Caso a etiqueta fosse um selo, estaria perfeito, porém ela continua sendo uma pobre etiqueta!

Já dizia Lauro Natali, saudoso filatelista piracicabano: “A presença de um carimbo não transforma etiqueta em selo.”

Estendendo estas regras para o MÁXIMO POSTAL, temos a considerar que um MP é construído por um cartão portal, um selo postal e um carimbo. Este tripé deve ter em comum o mesmo motivo. Sendo o selo personalizado formado por um selo e uma etiqueta, as informações que esta traz não seriam válidas. Conclui-se, portanto que um selo personalizado não é a peça ideal para a construção de máximos postais.

Parece-me que o nome “selo personalizado” não define realmente este tipo de peça.  O selo oficial impresso faz parte das emissões da ECT e se encontra nos catálogos filatélicos. Já a etiqueta traz as imagens solicitadas pelo usuário, que são muito variadas. Por que este nome SELO PERSONALIZADO?  Não deveria ser etiqueta personalizada? !

Outro ponto a ser comentado são as FRANQUIAS MECÂNICAS.  Elas são peças filatélicas completamente diversas dos selos personalizados.


1. flâmula

2. carimbo :  a - agência expedidora ; b - data ; c - divisão do correio.

33. selo :  d – iluminura ; e - valor do porte ; f - país expedidor ; g - especificação da máquina.

 

Em uma coleção, a franquia mecânica  deve ser  apresentada na sua totalidade, mostrando seu  valor de porte, localizado no selo, e o datador com suas informações. As informações mais úteis  da FM, nas coleções temáticas, está  na flâmula. Excepcionalmente o nome da cidade pode ser usado. Exemplo: a FM de JUNDIAÍ, sem flâmula, poderia ser usada em uma coleção sobre PEIXES, pois ilustraria o RIO DO JUNDIÁ ou rio do bagre.

Concluo que o selo personalizado parece ter resolvido um problema, porém criou outro, como demonstra o artigo do amigo Pavanelli!

As regras atuais para as exposições filatélicas devem ser obedecidas para que uma coleção seja exposta em uma competição. É possível que, futuramente, o atual regulamento seja alterado.



Publicado no FIJUN - Boletim Informativo – Ano XX - no. 83 – Out./Dez. 2009