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O CÃO E A BENGALA, GUIAS DE CEGO

Hélion de Mello e Oliveira

Há milênios estabeleceu-se a relação entre o homem e o cão. Esta aliança tem sido vantajosa para ambos.
O homem tem feito do cão o seu colaborador em inúmeras atividades. Desde a pré-história o cão tem colaborado nas caçadas, fato este que perdurou até a época atual. O cão tornou-se de grande utilidade quando o homem passou a criar gado, na qualidade de cão pastor. Com o passar do tempo, o cão assumiu outros papéis tais como guarda de propriedades, tração de trenós, atividades guerreiras e policiais e passou a fazer companhia a seus donos.
A amizade entre o cão e o homem foi um dos pontos decisivos na evolução da civilização.
Neste artigo destaco outra importante colaboração do cão ao homem cego - o cão-guia. Já foi dito que o cão-guia de cegos é a sublimação da atividade canina.
Atualmente a reeducação dos cegos é uma realidade. Ela é feita em escolas especiais e lança mão de vários recursos, sendo o cão-guia um deles.

 

O cão-guia é um auxiliar insubstituível, pois permite libertar, pelo menos parcialmente, o cego da subordinação a que está sujeito, devolvendo-lhe a autonomia, reintegrando-o a vida.
As escolas para cães-guias de cegos tiveram seu desenvolvimento após a I Grande Guerra. O saldo de feridos de guerra cegos foi muito grande, o que levou a utilizar o cão para esta função.
Este emprego já existia e era conhecido desde há longo tempo; um cão atado a uma coleira pode conduzir o dono a qualquer lugar. O animal não adestrado evitará os obstáculos para si próprio, porém não para o cego. Os centros de adestramento propõem-se a aperfeiçoar esta ajuda, fazendo do cão o verdadeiro olho da pessoa guiada.
Centros de adestramento apareceram na Alemanha, em 1915 e a seguir na França, orientados por oficiais do exército. Terminado o conflito bélico em 1918, numerosos outro centros foram criados na Europa e posteriormente nos Estados Unidos.
Os centros de adestramento são financiados por instituições Beneficentes e recursos privados, que geralmente não satisfazem às necessidades. Disto resulta que o número de cães-guias treinados é insuficiente para atender os numerosos pedidos.
O cão, em geral, é propriedade do centro, sendo confiado ao cego e podendo deste ser retirado em caso de maus tratos. Outras escolas preferem que o cego pague pelo cão, para que assim não se sinta psicologicamente devedor de ninguém.

 

Embora grande parte dos cães de Raça de pastores e de defesa seja utilizada como guia de cegos, prefere-se os pastores alemães e os belgas, bem como o doge argentino, por suas qualidades de inteligência, fidelidade e docilidade.
O sexo feminino é um requisito fundamental. O cão macho tem-se mostrado perigoso, pois pode se desviar de suas obrigações ao passar por uma cadela no cio.
A fêmea não tem estes problemas e é mais dócil, tranqüila e obediente.
A melhor idade para se iniciar o adestramento (que leva quatro meses) é entre 14 e 16 meses de idade. Inicialmente o cão é treinado pelo instrutor, que o ensina a obedecer, a desviar dos objetos, a andar à esquerda e um pouco à frente do cego. Na fase seguinte o cão é confiado ao cego, quando o instrutor continua a educar ambos por mais três meses.
A relação de simpatia cão/homem, uma vez estabelecida, durará anos e é um exemplo de colaboração que consegue superar uma grave deficiência.

 

 

Franquia mecânica da Checoslováquia ilustrada com um cego e seu cão-guia.

Selos emitidos com cão-guia:
1926- Sarre - Pastor alemão c/ cruz vermelha conduzindo cego.
1954- Finlândia - Cesteiro cego e seu cão
1957- França - O cego e o mendigo c/ cão (Jacques Callot)
1964- Holanda - Pastor alemão conduzindo cego
1971- Austrália - Cão conduzindo uma cega.
1976- Alemanha Or. - Cão pastor alemão com arreio para conduzir cego
1979- Estados Unidos - Cego e cão-guia
1981- Togo - Cão-guia pastor alemão conduzindo cego
1981- Great Britain - Homem com cão-guia
1981- Uganda - Cego usando cão-guia e bengala
1982- Romênia - Mulher cega com cão-guia pastor alemão.
1985- Holanda - Cão - guia
1986- Hungria - Cão - guia
1989- Nova Zelândia - Mulher cega c/ cão-guia (Inteiro Postal)
1992- Grenadines de S. Vicente - Cão-guia e cego – 75º. Ano do Lions Club
1992- Grenadine - de Cão-guia e cego. Escola para cão-guia S. Vicente

A BENGALA

 

Há séculos a vara, o cajado ou a bengala têm sido usado pelos cegos como ajuda para a sua locomoção.Estes instrumentos são como um prolongamento dos dedos, fazendo com que o tacto possa ser melhor utilizado na deambulação do cego. Auxiliado por uma bengala, o não vidente consegue perceber objetos no seu caminho, bem como os desníveis do terreno.
A bengala do cego, por convenção, era branca, ou branca com listas pretas. A evolução tecnológica transformou-a em metálica e dobrável, para maior comodidade de seus usuários.
Durante a II Grande Guerra, o Dr. R. Roover inventou uma longa bengala e criou um programa de instruções para sua utilização pelos soldados cegos dos Estados Unidos.
O uso da bengala como auxílio para a locomoção é ensinado nas escolas para reabilitação dos cegos. Atualmente a eletrônica já esta somando forças com a bengala e o cão-guia para ajudar na locomoção do cego.

 

Grande número de selos foi emitido ilustrando a bengala de cego. A lista abaixo registra alguns deles.

Selos emitidos com bengala :

1916- Bósnia - Soldado cego com bengala
1954- Bélgica - Cego e o paralitico (A.C.Arte)
1967- Suíça - Bengala branca
1973- Mali - Cego com bastão
1973- Egito - Menina cega com bengala
1976- Tunísia - Cego com bengala
1976- Malásia - Cego com bengala
1976- Togo - Cego com bengala/oncocercose
1976- Bélgica - Parábola do cego (Bruegel)
1981- Barbados - Bengala branca
1984- Mônaco - Cego com bengala
1989- Trinidad & Tobago - Três cegos com bengala
1990- Filipinas - Dia internacional da bengala branca