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Albrecht von Graefe (1828-1870)

 

ALBRECHT VON GRAEFE (1828-1870)

Hélion de Mello e Oliveira


Este grande oftalmologista alemão, fundador da sua especialidade no plano clínico, iniciou suas atividades em 1º de Novembro de 1850, na Behrenstrasse, em Berlim. Logo transferiu sua clínica para Karlstrasse 46, onde ampliada permitia hospitalização para cem pacientes. Foi a mais famosa clínica de olhos européia no século XIX, freqüentada por pacientes pobres, ricos e nobres e tornou-se o centro de aprendizado de estudantes de vários países.


A obra oftalmológica de Graefe foi inversamente proporcional aos seus poucos anos de vida, pois faleceu, vitimado pela tuberculose, com apenas 42 anos de idade.


Filho do médico Carl Ferdinando von Graefe, oftalmo-cirurgião considerado o pai da moderna cirurgia plástica e de Augusta Alten, fez seu estudos no ginásio francês e em 1863 ingressou na Universidade de Berlim, onde concluiu o curso médico em 1847, com apenas 19 anos, tendo sua tese versado sobre “A cegueira não é uma doença, porém um sintoma”.


A seguir, iniciou seu aprendizado oftalmológico tendo percorrido as clínicas famosas de von Arlt em Praga, Sichel, Desmarres e Claude Bernard em Paris, Jaeger (pai e filho) em Viena, Bowman e Critchett em Londres, Machinzie em Glasgow e Wilde em Dublin.


Em sua clínica em Berlim foi o pioneiro no uso dos Instrumentos oftalmológicos, tais como a iluminação focal para exame externo, a transiluminação do globo para a detectação de tumores, o oftalmoscópio inventado por Helmholtz em 1951, o perímetro e um dos primeiros a usar tonômetros, em 1862.


Entre suas contribuições à oftalmologia destacam-se:

- fenômeno pupilar de Graefe (1856), que ocorre em sifilíticos,

- sinal de Graefe (1864), um dos sinais palpebrais de hipertiroidismo,

- Iridectomia setorial para controle do glaucoma agudo (1857),

- descrição do ceratocone (já entrevisto por J.Taylor),

- oftalmoplegia progressiva,

- embolia da artéria central da retina,

- neurite óptica,

- papiledema.

- paralisias oculares,

- oftalmia simpática


Foi o primeiro a descrever a associação da retinose pigmentar com surdez congênita (1858). A interpretação das alterações glaucomatosas do nervo óptico também são de sua autoria. Até recentemente os cirurgiões de catarata usaram a faca idealizada pelo grande mestre - a faca de Graefe. A fundação da Sociedade de Oftalmologia da Alemanha (1857) e dos “Archiv für Ophtalmologie“ (1854), também são obras suas.


Aos 24 anos (1852) Graefe tornou-se docente em oftalmologia na Universidade de Berlim, com uma tese sobre o mecanismo dos músculos do olho. Em 1857 foi nomeado professor extraordinário e em 1866 professor ordinário. Pouco antes de sua morte substituiu na cátedra o professor Jungken.


Destes fatos depreende-se que as atividades de pesquisa e ensino de Graefe foram desenvolvidas em sua clínica particular e não na cátedra de oftalmologia da Universidade de Berlim. A memória deste grande oftalmologista está perpetuada em seu retrato ou seu busto colocados em várias clínicas oftalmológicas de várias partes do mundo e pelo magnífico monumento construído em 1882 nos jardins do Hospital Charité em Berlim.


Homenagens postais


Albrecht von Graefe foi homenageado por ocasião de sesquicentenário de seu nascimento (1978) com a emissão de dois selos: