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40 Anos da Apolo 11

 

 

 

 

 

 

40 anos da Apolo 11... e o homem pisou pela 1ª vez na Lua

José Carlos Venciguera

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A década de 60 estava começando e o programa espacial dos EUA ainda dava os primeiros passos, quando então, num famoso discurso em 1961, o presidente John F. Kennedy lançou o desafio de enviar homens à Lua e retorná-

-los à salvo, antes que a década terminasse.

 

 

"Nós decidimos ir à Lua

nesta década e fazer as

outras coisas, não

porque elas são fáceis,

mas porque elas são

difíceis (John F.

Kennedy)"

 

 

Pouco menos de seis meses antes do final da década a grande meta idealizada pelo presidente Kennedy se concretizou. Mas há ainda quem duvide! Em 16 de julho de 1969, no Complexo de lançamento do Centro Espacial Kennedy (Flórida-EUA) se inflamaram os motores do maior foguete espacial até então construído - Saturno V. Em poucos minutos de vôo o potente foguete levando a nave Apolo 11 encontrava-se a 67 quilômetros de altitude, desenvolvendo uma velocidade de aproximadamente 10 mil km/h.

 

 

 

 

 

 

O Saturno V tinha 110 metros de altura e

pesava 3.000 toneladas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Levava a bordo os experientes astronautas Neil A. Armstrong, piloto Civil, e os oficiais da Aeronáutica Michael Collins e Edwin Aldrin, veteranos do espaço. Quando o Saturno V concluiu o primeiro estágio, entraram em funcionamento os motores de hidrogênio e oxigênio líquidos do segundo estágio, atingindo a velocidade de

25.000 km/h. Com os motores do terceiro estágio, a nave entrou na órbita em torno da Terra. Após a segunda volta, a aceleração atingiu 39.700 km/h, velocidade de fuga necessária para superar a força de atração da Terra e avançar em direção à Lua. No dia 17, após 26 horas de voo, a nave chegara à metade do percurso, deslocando-se apenas a uma velocidade de 5.500 km/h.

A tripulação dormia quando então a Apolo 11 chegou à distância de 62.570 km da Lua, início da zona de atração do satélite, e aumentando sua velocidade, projetou-se com todo o seu peso na direção de seu objetivo.

No terceiro dia de viagem foram acionados os retrofoguetes e a nave começou a contornar a Lua, quando então Neil Armstrong e Edwin Aldrin despediram-se do companheiro Michael Collins e, através de um estreito túnel, se encaminharam para o módulo lunar Eagle (o Águia), chamado de LEM (Lunar Excursion Module). Collins acionou os dispositivos para o desengate do LEM e continuou em órbita. O Águia decolou em alta velocidade e depois vagarosamente, "parecendo a subida de um elevador", como disse Armstrong. Dezenove minutos depois, às

22h 17m o Águia pousava suavemente no mar da Tranquilidade.

 

 

 

 

"Um pequeno passo para

um homem, um salto

gigantesco para a

humanidade (Neil

A. Armstrong)"

 

 

 

Ao fundo aparece a Terra em "quarto crescente"

 

Era o grande dia: 20 de julho de 1969. Depois de um tempo de repouso, Armstrong e Aldrin saíram da nave e iniciaram o programa de exploração da superfície lunar. Os primeiros passos foram inseguros e descoordenados. Durante quase duas horas, vestidos com roupas especiais que os protegiam da baixa temperatura e da ausência de atmosfera, eles hastearam uma bandeira dos EUA no solo lunar e instalaram um sismógrafo e um refletor de raios laser.

 

Além disso, eles também recolheram pedras, areia e estenderam painéis de alumínio, para recolher partículas do vento solar. Finalmente, prepararam-se para o embarque, deixando no solo lunar uma placa gravada com a prova dessa grande e monumental aventura. Aldrin foi o primeiro a retornar para o Águia, enquanto Armstrong ainda permaneceu cerca de 45 minutos no solo lunar. Em seguida, os dois astronautas empreenderam o caminho de volta para a nave mãe, onde Collins os aguardava. Cumprida a missão, iniciaram a rota de volta ao nosso planeta, na manhã de 22 de julho. Ao anoitecer do dia seguinte, o módulo de comando desengatou-se da seção de serviço, a

120 quilômetros de altitude, e mergulhou em direção ao Oceano Pacífico, à velocidade de 39.700 km/h.

 

"Aqui, homens

do planeta Terra pisaram

na Lua pela primeira vez"

"Viemos em paz,

em nome de toda

a Humanidade"

 

Os para-quedas foram abertos a partir de 7 quilômetros de altitude e finalmente a nave caiu no mar, a sudeste do Havaí, com apenas 18 segundos de atraso em relação ao que fora programado. Os três astronautas deixaram a cápsula por uma escotilha e foram resgatados por um helicóptero. Antes de entrar em contato com parentes e amigos, passaram por uma série de exames médicos, e foram celebrados como heróis da Humanidade.

 

 

A espetacular viagem dos astronautas norte-americanos à Lua foi acompanhada na Terra por milhões de pessoas, emocionadas com as imagens transmitidas pela TV, de uma distância de 384.000 quilômetros.

Essa façanha inédita, além de representar um marco na história das grandes realizações humanas, iniciou uma nova etapa do desenvolvimento da Filatelia. Juntamente com os instrumentos científicos, o primeiro homem a chegar na Lua levava também vários selos e carimbos do Correio norte-americano, iniciando assim a era da mala postal do espaço. Para tanto, o correio espacial dos Estados Unidos emitiu em setembro de 1969 um selo extra para mala aérea comum "o primeiro homem na Lua", cuja prova de impressão foi usada para franquear a primeira correspondência transportada por Neil Armstrong.

 

 

 

Ainda em 1969, foram encontrados estranhamente no Texas alguns exemplares desse valor postal sem as sete listras vermelhas da bandeira dos Estados Unidos, que apareciam sempre no ombro esquerdo daquele cosmonauta. Essa originalidade logo atraiu a atenção dos colecionadores, que batizaram o selo de "o astronauta desconhecido". Foi somente em 1979 que os colecionadores ficaram sabendo que a tripulação da Apolo 11 transportava mais 204 envelopes postais, anulados depois que os astronautas retornaram à Terra.

 

 

José Carlos Venciguera é membro do CTC - Centro Temático de Campinas e um colecionador apaixonado pela história da conquista do espaço. Participou da Sulbrapex 2008 e em outubro de 2009, expôs sua coleção "Viagem ao Infinito" na Lubrapex, que aconteceu em Évora/Portugal.