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Primeiro satélite artificial russo

Sputnik


50 anos do lançamento do 1º satélite artificial russo

José Carlos Venciguera

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Cinqüenta anos atrás, aos exatos 4 de outubro de 1957 - muito antes que a maioria das pessoas que vivem hoje sequer tivesse nascido - o mundo incrédulo recebe a notícia de que a União Soviética lançara no espaço sideral um estranho artefato.

O acontecimento foi recebido com grande surpresa pelos governos dos países capitalistas. Pouco se sabia a respeito daquela esfera de 4 antenas que emitia para a Terra único sinal: bip-bip-bip.

Mas, um sóbrio comunicado da TASS, agência oficial de notícias da União Soviética, desvendava o mistério: tratava-se do Sputnik 1 ("companheiro de viagem", em russo) - primeiro satélite artificial colocado em órbita.

 

Esse engenho espacial tinha apenas 58 centímetros de diâmetro, pesava 84 quilos e foi lançado através de um foguete R-7 de 29 metros de altura e pesando 267 toneladas, originalmente projetado para carregar ogivas nucleares.

A cada 96 minutos ele completava uma volta em torno da Terra em uma altitude que variava entre 226 e 950 quilômetros. Os sinais emitidos por ele foram captados durante 22 dias, tendo orbitado a Terra por 1.440 vezes, silenciando em seguida, em razão do esgotamento das baterias do satélite.

O mundo inteiro ainda aplaudia o feito, quando, em 1º de novembro daquele mesmo ano, a União Soviética realizou mais uma façanha espetacular: colocou em órbita o segundo satélite (Sputnik 2), levando a bordo a cachorrinha Laika, primeiro ser terrestre a viajar no espaço sideral - não havia planos para recuperação com vida do animal.

Três anos após, os soviéticos já haviam progredido nas pesquisas para o lançamento de seres humanos ao espaço cósmico.

Para atingir esse objetivo, vários problemas tinham de ser resolvidos, o principal deles era eliminar os efeitos do atrito

entre o foguete e a camada atmosférica. Seria indispensável construir uma cápsula espacial capaz de resistir ao terrível calor produzido por aquele choque, sem prejudicar os tripulantes. Isso foi conseguido com o emprego de materiais refratários a temperaturas altíssimas, eliminando-se assim o perigo de incêndio do foguete e da cápsula. A comprovação disso ocorreu em 18 de agosto de 1960, com o lançamento do Sputnik 5, que levava a

bordo as cadelas Bielka e Strelka.

Depois de cumprido o programa determinado pelos cientistas da base espacial de Baikonur, a cápsula aterrisou num campo da Sibéria, mantendo vivos os dois animais.

O sucesso alcançado pelos soviéticos no campo da Astronáutica representou um sério desafio para os países ricos ocidentais, particularmente para os Estados Unidos.

 

José Carlos Venciguera é sócio do CTC - Centro Temático de Campinas e fez sua estréia na Expofinter 2007 com a coleção temática "Viagem ao Infinito"