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ECT esqueceu Darwin

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Em 2009 o mundo científico comemorou o bicentenário do nascimento de Charles Darwin.

Este cientista inglês, nascido em 1809 e falecido em 1882, ficou famoso por ter demonstrado e provado ao mundo que suas idéias sobre a evolução dos seres vivos eram corretas.


Abaixo, da esquerda para a direita: o jovem Darwin em 1840 e em 1881, um ano antes de sua morte.

 

Os conceitos implantados por Darwin causaram grande impacto, sob vários aspectos, na Europa do século XIX. Basicamente alteraram as idéias sobre as origens e a evolução dos seres vivos e principalmente os conceitos religiosos aceitos naquela época.

Seus estudos mostraram que as teorias vigentes e pregadas pela igreja não estavam corretas. Em resumo ele derrubou o mito de Adão e Eva e da Arca de Noé! Isto trouxe um grande impacto ao mundo científico da época, como já havia ocorrido no passado com as descobertas de outros cientistas, como Galileu.

Darwin não foi um aluno estudioso. Era um jovem interessado na natureza, gostava de plantas e animais. Na juventude organizou uma importante coleção de coleópteros. Por influência paterna freqüentou a Universidade de Edimburgo para estudar medicina e a Universidade de Cambridge; posteriormente recebeu o grau de bacharel em Artes. Seus estudos de geologia lhe valeram muito em suas futuras pesquisas.

Roteiro da viagem de Darwin no Beagle

Uma transformação em sua vida ocorreu quando foi convidado para integrar, como naturalista, a expedição, comandada pelo capitão Fitz Roy, que deveria mapear as costas da América do Sul. Esta expedição partiu da Inglaterra em 27 de Dezembro de 1831, para onde regressou em Outubro de 1836. Contornou o continente sul-americano até as ilhas Galápagos, rumou para a Austrália e visitou várias ilhas do Pacífico. Passou pelo sul da África retornando à Inglaterra. Nesta viagem Darwin coletou vários tipos de material para futuras pesquisas, como animais, plantas e minerais que serviram posteriormente para alicerçar suas teorias sobre a evolução.

Somente 23 anos após seu regresso à Inglaterra, em seu livro de 2859 “A Origem das Espécies” (do original On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Presevation of Favoured Racer in the Struggle for Life), ele introduziu a idéia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural. Esta se tornou a explicação científica dominante para a diversidade de espécies na natureza. Ingressou na Royal Society e continuou suas pesquisas, escrevendo uma série de livros sobre plantas e animais, incluindo a espécie humana, notavelmente “A Descendência do Homem e Seleção em Relação ao Sexo” (The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex, 1871) e “A Expressão da Emoção em Homens e Animais” (The Expression of the Emotions in Man and Animals, 1872).

Por sua contribuição à ciência Darwin foi homenageado de várias formas: com estátuas localizadas nos principais museus de história natural do mundo, como os de Londres e Nova York. Seu nome foi dado a espécies biológicas por ele estudadas, como a ave nhandú-de-darwin (família Struthidae) que ocorre na América do Sul, como também a vários acidentes geográficos. Cidades receberam seu nome, sendo a mais destacada a DARWIN australiana.

Após sua morte em 1882 foi sepultado na Abadia de Westminster, homenagem esta concedida até esta data somente a cinco grandes personalidades inglesas, pois ser aí sepultado era privilégio da família real.

Darwin no Brasil

A viagem de Darwin no navio HMS Beagle durou cerca de cinco anos, ou seja, 10 semestres. Destes o cientista passou cerca de um semestre em terras brasileiras.

Suas descobertas em nosso país não foram de grande importância na construção da teoria da evolução. No entanto, são interessantes as anotações que deixou registrada em seus escritos, principalmente em “Voyage of the Beagle” e em sua “Autobiografia”.

Chegou à Bahia em 29 Fevereiro de 1832 tendo permanecido no Brasil cinco meses e meio, tempo suficiente para realizar seus estudos e espantar-se com os hábitos dos nativos.

Anotou em seu diário suas impressões sobre a natureza baiana:

“É uma visão das mil e uma noites, com a diferença de que é tudo de verdade.”

Em Salvador, durante o carnaval, quando viu os foliões tomarem as ruas e atirarem bolas de cera cheias de água uns nos outros, achou por bem recolher-se à tranqüilidade do Beagle.

Dois meses depois estava no Rio de Janeiro, capital do império, onde permaneceu de 4 de Abril a 5 de Julho de 1832. Criticou a demora das autoridades brasileiras em lhe conceder os documentos necessários para viajar a cavalo. Anotou no seu diário: ”A perspectiva de ver matas selvagens cheias de belos pássaros, macacos, preguiças e jacarés faz um naturalista até lamber a poeira das botas de um brasileiro.”

Nesta excursão visitando fazendas cariocas escreveu “que se alimentara de galinha e farinha de mandioca, que era o mais importante alimento de subsistência do brasileiro”.

Voltando ao Rio de Janeiro Darwin deixou o Beagle e se hospedou num chalé em Botafogo. Andou pela Floresta da Tijuca, foi ao Jardim Botânico e ao Pão de Açúcar e coletou centenas de plantas e insetos. Fez anotações sobre a “falta de educação” dos brasileiros e a forma como a justiça era feita no país: “Se um crime, não importa quão grave seja, é cometido por um homem rico, ele logo estará em liberdade. Todo mundo pode ser subornado.” escreveu. As observações mais contundentes de Darwin sobre o Brasil dizem respeito à manutenção da escravidão e à forma violenta como os escravos eram tratados. Conclui com a seguinte frase: “Que eu jamais visite de novo uma nação escravocrata.”

No retorno do Beagle à Inglaterra, ventos contrários trouxeram novamente Darwin ao Brasil. Desta vez ancorou em Recife onde permaneceu de 12 a 19 de Agosto de 1836.

Outro ponto de contato de Darwin com o Brasil foi a correspondência que trocou com o naturalista Fritz Müller (1822-1897), alemão naturalizado brasileiro que chegou ao Brasil em 1852, instalando-se na colônia de Blumenau. A segunda casa que construiu abriga atualmente o “Museu Ecológico Frizt Müller”. Após ler, em 1861, “A origem das Espécies”, passou a corresponder-se com Darwin. Esta correspondência, em número de 58 cartas recebidas de Darwin, durou de 1865 a 1882 quando ocorreu a morte do naturalista inglês. Durante este período Müller estudou os crustáceos do litoral catarinense com o intuito de ajudar Darwin na comprovação de sua teoria sobre a evolução.

Na filatelia

O setor do colecionismo muito contribuiu nas homenagens a este grande cientista. Seja na numismática, na cartofilia, na telecartofilia numerosas peças foram lançadas, principalmente neste ano que comemora seu bicentenário de nascimento.

A filatelia mundial deu um destaque relevante a Darwin. Cerca de 50 países ou localidades emitiram selos e peças postais. Alguns países emitiram um único selo enquanto outros puseram em circulação séries que variaram de 2 a 8 valores diferentes. Numerosas folhinhas, máximos postais e carimbos também foram lançados.Selos comemorativos a Darwin e seu trabalho

Equador – 1935 – Centenário da chegada às Galápagos

Primeira emissão sobre Darwin

Os principais motivos que ilustraram estas peças postais foram: a imagem de Darwin, o navio Beagle e o seu capitão – Robert Fitz Roy, os animais e plantas que o cientista utilizou para explicar sua teoria. Grande número de fósseis também foram usados nestas ilustrações.


Carimbos em homenagem a Darwin

Carimbos postais em homenagem a Darwin

Apesar de todas estas emissões de material filatélico, que foram feitas pelo mundo, o Brasil somente realizou um grande exposição científica que percorreu seis cidades – denominada “Darwin Brasil”

Filatelicamente o Brasil não prestou qualquer homenagem a Darwin, como ocorreu com vários outros países, mesmo aqueles sem relação direta com o grande cientista.


A E.C.T. esqueceu Darwin.

Psiu. . . . você não é um macaco. . .

é o Homo sapiens