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Espaço Temático

Meu amigo Marcelo Motoyama solicitou um artigo sobre Temática para  o “Espaço Temático”. Alertou-me que  não deveria tratar de coleção temática como ela é  convencionalmente conhecida.
Deveria ser analisada uma forma de colecionismo em que seu autor escolhesse um tema (ou melhor, um assunto) e coletasse todo tipo de material sobre o mesmo.




Deveria ser analisada uma forma de colecionismo em que seu autor escolhesse um tema (ou melhor, um assunto) e coletasse todo tipo de material sobre o mesmo.
Entre vários exemplos que poderiam ser dados escolhi “Estrada de Ferro”. O colecionador reuniria todo material colecionável referente ao assunto, independente do tipo do mesmo. Do seu acervo fariam parte  peças filatélicas e numismáticas, cartões de telefones e postais, miniaturas de trens e todo tipo de peças referentes a atividade ferroviária.

Não deveria excluir as passagens usadas nos trens, bem como os ingressos outrora usados nas estações ferroviárias.O material coletado deve ser acompanhado  das devidas informações.
Estas informações são encontradas em todo tipo de publicação, quer sejam jornais, livros e revistas gerais e/ou especializadas, na Internet etc.

Ë de suma importância que todo material literário coletado seja convenientemente catalogado para permitir fácil acesso ao mesmo quando necessário. Convém lembrar  ser necessário também o armazenamento correto e organizado de cada tipo de material para que não se danifique e seja localizado facilmente.
O colecionador, com o tempo, passará a ser um verdadeiro especialista sobre o assunto colecionado. Uma coleção sem o conhecimento do que as peças representam perde muito do seu valor cultural.

A fim de diferenciar este tipo de colecionismo dos demais proponho que seja chamado de PAN-COLECIONISMO.
Já se encontra bastante difundido em  nosso meio o MULTI-COLECIONISMO. Várias exposições têm mostrado esta forma de coletar. Ela difere da anterior, pois no multi-colecionismo cada colecionador coleta um tipo especifico de material dentro do assunto escolhido. Numa mostra ou exposição deste tipo o público poderá apreciar várias coleções diferentes porém cada uma com suas características próprias. Coleções filatélicas, numismática, de telecartofilia, de malacologia (conchas), de latas de cerveja e refrigerantes, de dedais, de calotas de automóveis e muitas outras são mostradas lado a lado.
Neste tipo de colecionismo o interessado fica limitado ao tipo de material e ao tema pelo qual optou. Um colecionador de latas que coleta latas em geral  difere de outro que se dedica ao tema “Coca-Cola”  porque restringe seu acervo somente a latas com a marca desta empresa. No pan-colecionismo esta mesma coleção de “Coca-Cola” teria um outro enfoque; deveria fazer parte do acervo, além das latas, peças tais como lápis, chaveiro, bonés etc., todos com a marca “Coca-Cola”.


Um terceiro termo muito usado entre os colecionadores é a coleção TEMÁTICA, que não deve ser confundido com o acima exposto.
Enquanto que no Pan-colecionismo  “vale tudo” , no multi-colecionismo são reunidas coleções de materiais específicos, de colecionadores diferentes ou não, que são mostradas em conjunto numa exposição local ou regional. Neste tópico também deve ser considerado o colecionador que se dedica a colecionar muitos itens. São os chamados “de A a Z”, que colecionam desde “arame fardado” até “miniaturas do Zorro”. Haja espaço para guardar as coleções!!!

O enfoque na coleção Temática se prende à maneira como o material é apresentado. Toda coleção tem um tema ou assunto, seja um animal, uma planta, um meio de transporte, um motivo geográfico ou histórico etc.
Em filatelia houve época em que existiam coleções por assunto e temáticas propriamente ditas. Hoje só sobreviveu oficialmente a última.
A diferença é que na por assunto simplesmente é levada em conta a imagem representada na peça enquanto que na temática é contada  uma história sobre o assunto escolhido. É bom notar que as peças poderão até ser as mesmas em ambas, porém na primeira a coleção apresenta uma série de peças que se relacionam entre si só por serem do mesmo tema. Na temática, a coleção deverá ser montada seguindo um roteiro prévio onde deve ser desenvolvida uma história sobre o assunto escolhido e ilustrado com as peças próprias. Pode ser feita uma temática com muitos tipos de material. Exemplo: um colecionador apreciador de latas pode montar sua coleção temática, com a técnica que ela exige, sobre variados assuntos: “A mulher”, “As Aves”, “Mamíferos” etc.; o mesmo poderá ser feito pelo coletor de caixas de fósforos usando o seu material.

A maneira temática de organizar uma coleção amplia os horizontes do colecionador. Exemplo: uma coleção filatélica ou de telecartofilia sobre “Macacos”, se enfocada por assunto, originaria  uma coleção em que as peças seriam postas seqüencialmente por um número de catalogo, país emissor, ou um pouco mais elaborada seguindo a classificação zoológica agrupando os macacos do novo e velho mundo, etc. Já na temática, este mesmo material seria ampliado com  a presença de peças mostrando local da procedência, alimentação, reprodução, locais de proteção como Reservas, Museus, Zoos e outras organizações do gênero. Os cientistas que estudaram o assunto também será outro filão aproveitável.

Seja qual for o tipo de coleção escolhida, o colecionador deve ter em mente algumas considerações. Devido a abundância de material colecionável na maioria das áreas, por razões econômicas, de espaço físico ou simplesmente falta  de tempo para administra-la levam a necessidade de quem nasceu com “o gene do colecionismo”, seja ele de que espécie for, a delimitar sua área de ação.

Creio que esta medida deva ser associada de preferência com um “ganho cultural”. Se o colecionador pode satisfazer seu dom inato para este mister, por que não aproveitá-lo para melhorar seus conhecimentos? É conhecida a frase “saber não ocupa espaço”!

Dentro deste pensamento parece-me que o caminho certo são as coleções temáticas para a grande maioria dos aficionados. É claro que existe o espaço reservado a pesquisadores e estudiosos que se dedicam às coleções chamadas de pesquisa.

Tenho observado em alguns portadores do “gene do colecionismo” que eles têm dificuldade de escolher o que colecionar. Nesta situação escolhe o pior! Ou seja, colecionar seguindo os números de um catálogo do assunto escolhido!  A observação mostra que ficará com um amontoado de peças sem relação entre si, que realmente não representam coleção nenhuma, e como conseqüência perde rapidamente o interesse por ela.


Concluo que o colecionador tem no  Pan-colecionismo  uma maneira interessante de coletar material desde que limite sua área de ação, lembrando que antes de iniciar a coleta escolha racionalmente ao que vai se dedicar para não perder dinheiro, tempo e a paciência.! Temas vastos devem ser rotineiramente evitados .