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Telecartofilia e Temática - 1

Fonte: http://www.colecionismo.com.br/cartoes/tematicos/tematicos_002/index.htm

Autor: Helion de Mello e Oliveira

TELECARTOFILIA &
TEMÁTICA
1ª Parte

A abundante produção mundial de cartões telefônicos trouxe para os colecionadores de um lado alegria por encontrar tão variado material e por outro a dificuldade, e por que não dizer a impossibilidade, de administrar suas coleções pelo excesso de oferta.

A solução para este crucial problema é a especialização das coleções. Várias são as modalidades possíveis para esta especialização. A "coleção de estudo" que estuda o modo como evoluiu os tipos de cartões: óptico, magnético, chips e o nosso indutivo.

Somente um destes grupos podem ser o motivo da escolha do colecionador. Outros subgrupos como cartões pré-pagos entre outros também podem ser considerados para coleções. Um segundo grupo seria o de "coleções por pais". Estas coleções seriam organizadas pela seqüência das emissões. O terceiro grupo, motivo deste artigo, é composto pelas "coleções temáticas". Respeitando a preferencia e a escolha do colecionador, este tipo chama a atenção para as vantagens de optar pela temática.

O primeiro é que não é o caso de aquisição de todos os cartões com os quais o colecionador se depara. Devem ser adquiridos somente os de interesse ao tema proposto. A observância deste item limita a nossa coleção e a torna administravel numérica e economicamente.

No entanto, o grande destaque da temática é a atividade intelectual. Este tipo de enfoque, na organização de uma coleção, faz com que o colecionador estude profundamente o assunto de sua escolha.

Os parâmetros na realização de uma coleção temática compreende:

a) escolha do tema
b) estudo do tema escolhido
c) coleta do material
d) roteiro
e) tipo de peças
f) montagem da coleção

a) escolha do tema

As possibilidades de escolha do tema são infinitas. A abundância do material de telecartofilia já existente e o que virá nem futuro próximo permite esta afirmação. Dentro do mesmo raciocínio acima referido, o colecionador deve evitar, de um modo geral, a escolha de temas muito vastos. Exemplos: Zoologia, Botânica, História, etc.
Por abrangerem um espectro muito vasto estes tópicos devem ser encarados de maneira mais restritos. Assim, na zoologia poderemos estudar um animal, uma determinadas classe, ordem ou família. Um outro enfoque seria o estudo geo-zoológico: "Animais da África", "Aves Sul Americanas" ,etc. Caso a história seja o assunto enfocado deve ser escolhido um determinado período ou acontecimento tipo: II Guerra Mundial, uma determinada casa real, um período como "O Brasil Imperial", etc. Tenho observado colecionadores preocupados em adquirir os cartões do Brasil de 1996 ou 1997. No meu entender, este material não forma "nenhuma coleção" ! e não acrescenta nada aos seus conhecimentos. Neste tipo de conduta os cartões são guardados em seqüência de emissão sem nenhum estudo da sua imagem e consequentemente nenhum proveito cultural o colecionismo estará trazendo ao aficionado. Este mesmo colecionador optando dentro do próprio material brasileiro , por exemplo, para temas como: "A religião no Brasil", "A Fauna Brasileira", 'Nossas Flores" ou algo como "Meu Brasil" onde dependendo do conhecimento histórico , da preferencia, etc de cada colecionador poderá ser aproveitado o nosso próprio material de uma maneira mais proveitosa como fonte de cultura.
Observe que uma coleção com enfoque temático é diferente de um amontoado de CTs sobre um assunto. Numa coleção temática é feito um estudo, é contada uma história sobre determinado tema.

b) estudo do tema escolhido

Alguns escolhem temas relacionados com suas atividades profissionais, no intuito de aproveitar os conhecimentos já adquiridos; outros preferem fugir da rotina diária optando por outros assuntos. Uma vez escolhido o tema o colecionador deverá adquirir o maior conhecimento possível sobre o mesmo para poder descobrir entre a pletora de cartões existentes os que serão de utilidade para a sua coleção.
O material de pesquisa é encontrado em livros, enciclopédias e revistas especializadas. Não devemos esquecer dos artigos que aparecem esporadicamente nos suplementos dos jornais e revistas gerais.
Todo material de literatura encontrado deve ser guardado para ser consultado quando for adquirida ou passar a existir a peça motivo da pesquisa.

c) coleta do material

Os cartões telefônicos que necessitamos para as nossas coleções podem ser adquiridos em:

1. Nas lojas da TELEBRAS onde são vendidos a preço facial, trazendo portanto economia ao colecionador. No entanto, este procedimento é limitado aos poucos cartões que ficam à disposição dos interessados.

2. As lojas especializadas nacionais (geralmente as casas filatélicas) tem grandes estoques, fornecem listas de preço e remetem as encomendas pelo correio.

3. No exterior podem ser contatadas as empresas de telefonia que aceitam pagamento das compras através de cartões de crédito internacionais. São numerosos os países cujas TELECOMs emitem catálogos com suas novidades e estoques. Algumas lojas do exterior também fornecem listas de preços e fazem venda através de cartões de crédito internacionais .

4. Os leilões também dão oportunidade para aquisição de novas peças. Em geral são peças mais raras e de maior preço.
As reuniões e encontros proporcionados pelas associações de colecionadores são ótimos locais para aquisição de material. A presença de grande número de comerciantes nestes locais permite a escolha e compra de cartões não havendo despesa de porte.

5. Outra boa maneira de melhorar de nosso acervo é a troca de nossas duplicatas com outros colecionadores nacionais ou estrangeiros, pessoalmente ou através de correspondência.

d) roteiro

Entende-se por roteiro o plano da coleção que deve ocupar a primeira página da mesma. Ele informará ao espectador o conteúdo da coleção. Nenhuma coleção temática pode ser feita, em um bom padrão, sem um roteiro.
O roteiro será o resultado do estudo que o colecionador fizer sobre o seu tema. Quanto maior for o seu conhecimento melhor será o roteiro. O roteiro será o guia da coleção. Deve ser dividido em capítulos e sub-capítulos que cobriram a historia que o colecionador pretende contar com a sua coleção.
À título de exemplo transcrevo o roteiro de minha coleção sobre AVES denominada "ORNITOLOGIA, o estudo das aves".
Roteiro
Capitulo I - Características
· As origens
· Anatomia
· Mimetismo
· Migração
· Reprodução
· Alimentação
· Inimigos

Capítulo II - Classificação
· ordens
· famílias
· espécies

Capítulo III - A ave e o homem.
· Alimento
· Ornamento e decoração
· Caça & Pesca
· Comunicações

Capítulo IV - A ave fora de seu reino
· Símbolos e heráldica
· Folclore
· Artes
· Caricatura
· Astronomia
· Jogos e brinquedos

e) tipo de peças

Em uma coleção de telecartofilia é obvio que deve ser montada com cartões telefônicos. Devem ser excluídos, por mais atrativos e mais "temáticos " que sejam, os cartões de bancos, créditos, moedeiros, de metrôs, estrada de ferro, companhias de seguro, etc. Podem ser usados cartões, em perfeito estado, tanto novos como os usados ( que são mais baratos).
Na temática não há restrições quanto à procedência, pelo contrário, devem ser usados CTs de todos países e de todas as tecnologias ,desde que tenham lugar no seu tema.
Uma coleção sobre o Brasil não será necessariamente montada somente com material emitido aqui. CTs de outros países que sejam ilustrados com temas brasileiros devem fazer parte desta coleção. Exemplo: uma coleção de trate do Rio de Janeiro deve incluir CTs de outros países que ilustrem a cidade maravilhosa.
A grande maioria dos CTs usados nas coleções são, naturalmente, os cartões de emissão normal. No entanto, as coleções podem ser valorizadas com a inclusão de:

1. cartões com erros:
a. reverso invertido
b. deslocamentos de
impressão.
c. impressão tremida
d. falhas ou ausência de cores
e. defeitos ou falta de corte
f. manchas
2 .ensaios
3. provas
4. capa de pacotes de Cts